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ESCREVER É RENASCER PARA QUEM VIEMOS SER



 

Acredito que é essa a nossa missão, renascer para quem viemos ser.

Reaprender tudo o que nos fomos esquecemos ao longo da vida e que nos afastou do nosso propósito, desconectou da nossa essência. Quem Sou Eu? Esta é a questão-chave de toda a nossa existência e a qual passamos uma vida inteira sem saber responder. Já parou para pensar nisso? Quem é verdadeiramente, antes do mundo lhe ter dito quem deveria ser?

Sem todas as capas, máscaras e armaduras que vestimos ao longo dos anos. Crenças, que nos pesam e limitam. Dores e lealdades que não nos pertencem. Barreiras que inconscientemente construímos à nossa volta, na ilusão de que nos estávamos a proteger. Uma grande maioria das pessoas, não se conhece, não sabe o que quer, nem tampouco quem é.

Quais os seus pontos fortes, dons e paixões. Não se permitem sair da zona de conforto para recordar, o que faz o seu coração vibrar. Observar as emoções e alguns padrões desalinhados que tendem a repetir. Vivem em modo de sobrevivência, tão preocupados em TER que se esqueceram de SER. Acreditam que estão fadados ao destino. 

Foi assim que nos ensinaram. "A vida é dura, não há tempo para sonhar". O roteiro já tinha sido escrito.


NASCER – CRESCER – ESTUDAR – TRABALHAR – CASAR – TER FILHOS – ENVELHECER


Conquistar o nosso lugar numa sociedade, onde queremos à força encaixar. Ser aceites, amados, vistos e validados a todo o custo. Dizemos sim, porque parece mal dizer não e passamos uma vida longe da nossa melhor versão.

Em criança, sonhava ser professora, na adolescência jornalista. Imaginava-me a viajar o mundo e através da escrita, levar os leitores nessa viagem comigo. Mas a vida fez-me crer que o importante era trabalhar no que desse para as contas pagar. Formei-me em Administração e Logística. Fui mãe aos 24 e vivi 22 anos desligada de mim, em “modo monoparentalidade” a tempo inteiro.

Um Burnout obrigou-me a parar e a perceber que o nosso corpo, vai dando os sinais, que muitas vezes tendemos a ignorar. Eu deixei de sentir as mãos e ironicamente, foi através da escrita que me curei e o meu propósito encontrei aos 44 anos. Entendi que é apenas quando mergulhamos no nosso mundo interior, que descobrimos tudo aquilo que podemos ser no exterior.

 

NÃO DESISTA DE SER, QUEM NASCEU PARA VIVER!

 

Autoconhecimento, significa tomar consciência de quem fomos, somos e de quem nos queremos tornar. Contemplando as nossas emoções, sentimentos e pensamentos. Comportamentos, ações e limitações. Permite-nos ter uma noção clara dos nossos desejos e objetivos pessoais ou profissionais. Estimula a mente a valorizarmos as nossas qualidades e avaliarmos os pontos a melhorar.

Precisamos fazer essa viagem de regresso a casa e resgatar a nossa natureza e tudo aquilo que ficou esquecido lá atrás. A saída é para dentro, é no nosso mundo interior que se encontram todas as respostas sobre quem somos. Alerto apenas para o facto, de que uma vez aberto este portal divino de Autodescoberta, não há volta a dar, nem destino final onde chegar. Sairemos da zona de conforto e muitas vezes, teremos mais dúvidas do que certezas. Mais perguntas do que respostas.

Reativaremos medos e dores do passado que precisam ser vistas e resolvidas. A nossa mente irá resistir à mudança, sabotar qualquer ideia nova.  Irá ouvir-se, “Para quê isso agora”, “Não vais conseguir”, “Já está velho para essas coisas”, “Não mereço”, “Não sou capaz” ...

Existirão alturas em que avançará e noutras retrocederá, faz parte do processo. Ainda temos muitos medos, e crenças por trabalhar. Teremos de voltar lá atrás para ressignificar algumas situações que ficaram por resolver. Nessa busca do Eu, é crucial aceitar tudo o que foi, sem julgamentos ou autocríticas. Apenas agradecer, perdoar (os outros e a nós), por tudo o que vivemos e assumir a responsabilidade por todos esses acontecimentos que nos trouxeram até aqui.

Quando começamos a destapar os véus do inconsciente e a expandir a consciência, deixamos de olhar para nós e para o mundo da mesma maneira. Vivemos alinhados, em profunda harmonia do ser. Vivemos em AMOR.

Estamos a despertar espiritualmente!

É por esse motivo que o Autoconhecimento é a chave para uma vida mais ZEN, saudável e com propósito.

 

Somos aquilo que pensamos, vibramos e escrevemos

 

Agora vou convidá-lo a abrir o diário da sua vida e a mergulhar fundo no Autoconhecimento através da Escrita Intuitiva e Mindful Journaling. Onde só precisa de lápis e papel para aceder a esse universo de infinitas possibilidades que existe dentro de si.


Escrita intuitiva o que é?

A escrita intuitiva que nos chega da alma, merece a nossa maior atenção e dedicação. Ela diz-nos mais sobre nós mesmos, do que podemos à primeira vista imaginar. Este é um tipo de escrita livre e acessível a todos, (eliminando assim alguma crença que nos diga que não sabemos escrever).

Não tem em conta, ortografia, pontuação ou acentuação. Apenas desenha o que nos diz a intuição, o que nos vai na mente e no coração. Aqui escrevemos de nós e para nós. Não nos julgamos, nem criticamos, apenas escrevemos a nossa verdade abertamente. Foi nos anos 80 que a escrita começou a ser estudada como forma de terapia, pelo Psicólogo James W. Pennebaker. Nos anos 90 por Julia Cameron no Livro “O caminho do Artista” e em todos os livros de Robin Sharma, em que não se cansa de referir que foi a escrita de um diário, que lhe salvou a vida. Estão comprovados os enormes benefícios da escrita, na nossa saúde mental, física, espiritual e emocional.

O Positive Psychology.com compara o diário a ter um relacionamento com a mente. Identificar como nos sentimos, fornece espaço entre os pensamentos e a realidade, trazendo clareza, tal como a meditação. Contribui para um sistema imunitário mais saudável, pois deixamos de reprimir os pensamentos negativos, relacionados com traumas e crenças. Ajuda-nos a substituí-los por outros mais positivos e alinhados com a realidade.

Alguns estudos dizem que manter uma prática de escrita do Eu, aumenta a confiança e ajuda-nos a viver com mais propósito.

Emocionalmente, pode trazer bem-estar e potencializar o desenvolvimento de emoções agradáveis, forças pessoais e virtudes. Por exemplo, escrever uma lista de felicidade ou uma carta de gratidão, pode convidar a um olhar positivo e nutritivo. A escrita terapêutica também pode contribuir para a redução de stress e ansiedade. É uma forma criativa de autorregulação emocional para lidar com diversos acontecimentos, sensações, sentimentos e emoções.

Mentalmente, a escrita contribui para organizar os pensamentos, trazer clareza, foco, concentração, atenção, presença e consciência.


Já foram feitas pesquisas que demonstraram que a prática da escrita também contribui para:

  • Menos stress

  • Melhorar o humor

  • Expressar melhor as emoções

  • Ressignificar o passado

  • Melhorar a autoestima

  • Autoconhecimento

  • Facilitar o acesso à intuição

  • Viver mais conscientemente.

  • Inteligência emocional

  • Ajudar na cura de traumas

  • Melhorar o sono

  • Organizar ideias

 

Espiritualmente, a escrita também pode ser vivenciada como uma prática intuitiva para expandir a consciência e nutrir a alma, uma forma de se conectar com o seu eu mais profundo e cultivar a espiritualidade, criatividade e sabedoria interior. Podemos ainda acrescentar que socialmente, a escrita inspira-nos a expressar afetos, permitindo que possamos nos comunicar melhor com os outros, criando assim relações mais saudáveis.

Começamos a ser a mudança que queremos ver no mundo.

A nível criativo, a escrita pode estimular criações artísticas, fortalecer a autenticidade e iluminar a autoestima.  Além de todos esses benefícios, a leitura do que escreveu, também é altamente terapêutica. Reler o que escrevemos, traz-nos um profundo conhecimento da nossa evolução, que de outra forma não conseguiríamos monitorizar com tanta precisão.

E quando um dia for reler o seu diário, não se espante se duvidar que foi você quem escreveu aquilo. Por isso é tão importante registar a data sempre que escreve.

 

Escrever é um ato de amor-próprio.


A vida é como um livro em branco, onde todos os dias temos a oportunidade de encerrar e iniciar um novo capítulo. De sermos quem viemos ser. De ter e fazer tudo aquilo que nascemos para partilhar e ver florescer.

 

Existem diversos tipos de Escrita Intuitiva/terapêutica, que pode pôr em prática no seu Journal.Vou apresentar-lhe algumas delas, salientando umas das minhas preferidas, escrever um diário de memórias. Esta prática, (durante uma das alturas mais desafiantes do meu percurso), mudou a minha vida e é hoje a base do meu trabalho como Journal Coach.

A escrita intuitiva de memórias é a porta para o nosso mundo interior, é a forma mais clara e objetiva de fazer uma viagem por toda a nossa história de vida.  É ressignificar experiências e situações traumáticas. Perceber que tudo o que vivemos foi necessário, todos os acontecimentos foram fundamentais e sem eles não nos tornaríamos em quem somos hoje. Nada podia/devia ter sido diferente. Aceitar isso é libertar carga emocional que não nos serve mais e caminhar rumo à cura.

É ganhar clareza dos padrões que herdamos dos nossos pais e muitas vezes dos nossos ancestrais.

Escrever a nossa história é relembrar feitos e conquistas. Coisas que outrora sonhamos ter e hoje tomamos como garantidas, sem lembrar de as agradecer. Momentos felizes e outros que ainda não arrumámos, mesmo que acreditemos que sim. Olharemos para tudo o que vivemos, com uma nova perspetiva, de um lugar de maturidade e sabedoria. Com uma visão adulta e não mais de criança ferida, focada naquilo que faltou. Reescrevendo assim cada capítulo do nosso percurso com gratidão.

Outras formas de usar a escrita intuitiva;


  • Cartas de amor e perdão

  • Diário de gratidão

  • Listas de felicidade e sonhos

  • Diário do Eu Futuro

  • Páginas Matinais

  • Brain Dump*

 

*Brain Dump, ou esvaziar a mente é outras das técnicas que utilizo diariamente, em qualquer lugar e sempre que precisar de a mente acalmar.

Este tipo de Journaling tem o intuito de expressar no papel, todas as ideias, preocupações e pensamentos que estão na nossa mente, de forma consciente. É uma mistura de diário com listas de tarefas. Assemelha-se muito às páginas matinais de Julia Cameron. Neste tipo de escrita, não existe espaço para autojulgamentos, nem precisa existir lógica no que se escreve. O objetivo principal é esvaziar a mente e escrever à medida que o pensamento surge, mesmo que não pareça ter qualquer sentido ou relevância.

Numa sociedade que vive à pressa, temos dezenas de compromissos, rotinas e tarefas. Inúmeras situações que nos tiram o foco do que realmente importa.

Fazer Brain Dump Journaling diariamente tem o propósito de evitar que nos desgastemos e sobrecarreguemos com pensamentos que só ocupam espaço na mente.

 

Escrever é ouvir a intuição e dar voz ao nosso coração.

 

Escrever um diário, (ou journal, como é atualmente mais conhecido) regularmente, é sem dúvida uma das mais poderosas ferramentas de Autoconhecimento e por isso é usada em todo o mundo, por Psicólogos, Terapeutas e Coaches nas suas consultas, programas de acompanhamento, retiros espirituais, imersões e workshop’s de Desenvolvimento Pessoal.

Muitos atores e artistas das mais diversas áreas, confessam escrever frequentemente um diário, como parte fundamental da sua rotina.

Mindful Journaling é a atenção plena a que nos obriga o ato de escrever.

É a consciência que emerge quando colocamos a atenção, com intenção e sem julgamento no momento presente.

Escrevo desde os 13 anos e costumo dizer que o Journal é o meu terapeuta preferido;


  • Aberto 24 horas por dia

  • Ouve pacientemente e silenciosamente

  • Aceita sem julgamento ou crítica

  • Custo de um caderno e lápis

  • Um registo minucioso da minha autobiografia

 

Nesta prática simples, mas muito poderosa, encontramos um porto seguro, um retiro de meditação, presença e conexão. Um lugar que visitamos sempre que precisamos esvaziar a mente de todos os pensamentos que vagueiam pela nossa cabeça e estão a tirar-nos a clareza e o foco. Um templo de reflexão, onde aprendemos a expressar as emoções, a organizar pensamentos e ideias.

  

FAZER DAS ROTINAS RITUAIS

 

Como qualquer novo hábito que queremos implementar na nossa vida, também este, requer compromisso e dedicação. O convite é tornar esta nova rotina, num ritual de autocuidado e amor-próprio.


COMO COMEÇAR:

Dedique algum tempo a mimar-se, antes de embarcar nesta nova experiência.

Comprometa-se e mentalize-se que tudo o que agora começa é algo que a curto prazo, irá mudar a sua vida.

Existe melhor motivação do que esta?

E antes de dizer que não tem tempo, visite o seu telemóvel e analise quantas horas passou conectado o mês passado. Observe o tempo que passa a vaguear pelas redes sociais, a ver notícias, email’s, ou grupos de WhatsApp.

Se não conseguimos 30 minutos para cuidar de nós, então será melhor parar e rever todas as nossas prioridades.

Vista a sua melhor roupa (aquela que guarda para uma ocasião especial), o seu melhor perfume e vá às compras. Ocasião especial é cada novo dia, para o qual temos a oportunidade de despertar.

Escolha um Journal, diário ou caderno especial. O seu Diário do Eu, que o irá acompanhar para todo o lado a partir de hoje. Escolha algumas canetas para dar cor aos seus dias e às páginas da sua nova história.


  • Defina um horário para o seu ritual. Pode ser de manhã ou à noite antes de dormir.

  • Escolha um local confortável e faça dele o seu templo de escrita.

  • Desligue-se de todas as distrações (televisão, telemóvel)

  • Garanta que não será interrompido

  • Acenda velas, um incenso e deixe apenas a luz suficiente para escrever.

  • Prepare um chá ou uma água

  • Convido-o a colocar uns auscultadores, (para se abstrair de qualquer barulho que surja no exterior) e escolha uma música de meditação.

  • Respire profundamente algumas vezes, alongue o corpo e expanda o coração, enquanto sorri.

  • Preste atenção ao ar que entra e sai, agradeça por esse momento.

  • Quando se sentir presente, escreva livremente, tudo o que lhe vier à mente, até sentir que disse tudo. Sem racionalizar muito e sem julgamentos. Pode optar por refletir sobre os temas que lhe proponho.

  • Não exija muito de si. Comece com metas alcançáveis, mesmo que escreva por apenas 5/10 minutos. Ou o tempo de queimar um incenso.

  • Seja sincero e honesto consigo mesmo.


Se sentir, faça o seu ritual na natureza, perto de uma árvore ou a ouvir o mar na praia.

Escreva ao longo do seu dia, que emoções está a sentir e a viver. Os pensamentos que tem sobre si, os outros e as suas relações. Sobre o seu passado, presente e futuro. Alguma crença que se repete frequentemente? Agora que presta atenção plena ao que pensa e como pensa, comece por aceitar os pensamentos ou emoções quando chegam, não os reprima, ganhe consciência deles e deixe-os ir naturalmente. Com o tempo comece a substituir velhas crenças por novas, mais alinhadas com o seu Novo Eu.


Estará assim a dar início ao seu despertar espiritual.


Convido-o a algumas reflexões para iniciar a sua prática de escrita e Autoconhecimento e começar a viver quem nasceu para ser;


  • Quem Sou?

  • Quem fui?

  • Em quem me quero tornar?

  • Quais as minhas crenças e valores?

  • De onde vêm?

  • Estou a viver uma vida que reflete esses valores?

  • Do que mais me orgulho na minha jornada?

  • O que preciso começar? 9. O que preciso terminar?

  • Qual a primeira coisa que deixo de fazer no meu dia, quando não tenho tempo para fazer tudo? (A maneira como gastamos o nosso tempo, define quem somos.)

  • Que hábitos quero começar hoje, para o meu ideal de amanhã?

  • Quais os comportamentos que quero mudar?

  • O que sonhava ser quando era criança?

  • Faça uma lista com 5 coisas que adora e reflita sobre a última vez que fez alguma delas. (Escolha uma para começar esta semana).

  • Faça outra lista com 5 atividades que gostaria de experimentar e nunca se aventurou. (Escolha uma delas e comece hoje mesmo).

  • Quais os meus pontos fortes?

  • Se pudesses ser qualquer pessoa, serias a pessoa que és hoje?

  • Quais os pontos a melhorar

  • Se não precisasses trabalhar o que farias da vida?

  • E se o amanhã não chegar, do que se arrependeria de não ter feito hoje?

 

Volte a reler as suas respostas daqui a um mês e tire as suas próprias conclusões sobre esta prática.

 

“Você já tem a mistura preciosa que lhe fará bem. Use-a”.      

Rumi

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