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Roteiro Espiritual I - Espiritualidade sem religião

Eu acredito, que a espiritualidade, nada mais é, do que o caminho que fazemos ao nosso encontro, o despertar da nossa própria consciência.

Cada um, segue à sua maneira, com as suas ideologias e convicções, mas só quando temos fé, podemos realmente atingir algo. "Aquele que tem fé ganha conhecimento.” Krishna

Espiritualidade sem Deus

Para ter fé, na minha opinião, não é preciso, ser cristão, ir á missa e ser batizado, até porque não deposito, muita fé na religião católica, tendo em conta o historial, de violência, abusos sexuais, assassinatos, etc... Mas respeito como em tudo e não julgo ninguém.

Fé, é aquilo em que acreditamos, não alguma verdade absoluta e radical, que nos faz sentir pecadores e não merecedores.

Acredito que estamos todos conectados com algo superior a nós. Algo que nos faz sentir protegidos ou ligados, que vibra na mesma frequência...

Acredito que o amor e a gratidão é a única religião que o mundo precisa e não preciso de intermediários, para chegar ao divino, seja ele qual for para mim ou para ti.

Confesso que o consumo de alguns alucinogénicos na juventude, também me mostraram, que é possível, ter uma perceção de nós, dos outros e do mundo, totalmente diferente e isso marcou uma fase.

Eu comprovo que é possível viver esperiências espirituais, sem nenhuma religião associada. Acredito, como disse o filosofo Sam Harris, "Desligar a espiritualidade das religiões é o grande passo que faltava às doutrinas seculares".

Vida Nova

Foi ao longo dos últimos 6 anos, que me dediquei verdadeiramente ao meu autoconhecimento, a estar presente, a prestar atenção no tipo de pessoas que atraio para a minha vida e qual o papel delas.

Estou mais atenta ao que me rodeia e aos meus sentimentos, assim consigo identificar algum bloqueio que ainda me faça duvidar das minhas capacidades, de tão enraizadas que estava no meu subconsciente.

Mas hoje, tenho o controlo remoto dos meus pensamentos e a capacidade de os tolerar e superar e isso só atingimos com maturidade e meditação.

Ao contrário, do que julguei durante muitos anos, ser espiritual e meditar, não significa que tenhamos que as ligar a alguma crença ou religião em concreto.

Meditar foi a minha cura.

Seja a dançar, ou sentada em posição de lótus, o importante é perceber, com o que nos identificamos.

Eu sei apenas, que esta prática, alterou toda a minha perceção de quem eu achava que era e do mundo que me cerca. Fez-me questionar, quem sou? Qual o meu papel aqui?

Mudou toda a minha vida!

Deixei de viver em piloto automático e de sofrer por antecipação, aceito o que vem e aceito o que vai com a mesma gratidão.

Sou mais tolerante com quem me cerca e sou ciente das lutas pessoais de cada indivíduo.

Havia noites na minha antiga vida, em que mal dormia, a pensar e estruturar, todos os desafios que tinha no dia seguinte, é muito desgastante e desnecessária a quantidade de energia que desperdiçamos no nosso quotidiano, seja pelo sinal que demora uma eternidade a ficar verde, a velhota, que se pôs à minha frente na fila para o comboio, ou qualquer outra trivialidade que não vale o esforço.

Eu explodia com bastante facilidade, culpava tudo e todos pelas desgraças da minha existência, hoje acredito, que sou responsável por todas essas vivências e que sem elas não seria a mesma pessoa. Por isso sou grata!

Se tivesse uma reunião, daquelas com o chefe, fazia atempadamente, mil e um discursos na minha cabeça e depois nada sai conforme planeado e sofria novamente pelo que devia ter dito ou feito.

Com a meditação, muita escrita, muitos livros e filosofias diferentes, análise de comportamentos e sentimentos, fui trabalhando tudo isso em mim e vivo o presente sem expetativas, ou longas metragens prévias.

É tão libertador que parece que rejuvenesci 10 anos.

Ser grato, não julgar e espalhar amor, são a chave para uma vida plena.

Desde o término da minha última relação a sério(em 2017) e depois de tantas tentativas falhadas, iniciei este percurso mais espiritual, e de me encontrar, para tentar perceber e curar, os padrões que se repetiam na minha vida e tornei isso numa rotina, que me acompanhará até aos meus últimos dias (que espero seja só lá por volta dos 200 anos, com tanto que ainda tenho para viajar e aprender sobre mim e o mundo), que também me ajudou a sair da escuridão em que vivia.

Com práticas simples, como agradecer pelo que tenho ao acordar e ao deitar. Valorizar quem sou e onde cheguei. Meditar e conectar-me com a natureza e estar em paz.

Anos de violência, relações tóxicas, medos, abandonos e traumas de infância, tinham que ir embora, deixar de me pesar, para que eu pudesse renascer e nutrir-me apenas de luz. E assim é!!!

Comecei a praticar mindfulness, num emprego totalmente mind full e aos poucos fui criando objetivos e rotinas de meditação, para me ir superando até se tornar, tão natural como tomar banho. Aliás, o banho é uma das minhas práticas preferidas de limpeza energética.

Devido a problemas nas mãos, o meu Yoga é limitado, mas as suas benesses são imensas. Tirei Reiki para me auto tratar e para me ajudar a canalizar devidamente a energia e equilibrar os nossos principais centros energéticos (Reiki). Depois, foi sempre a subir...

Hoje, depois de muita informação consolidada, quero explorar mais áreas e práticas, como retiros xamânicos, círculos sagrados, pois fiquei fascinada com a experiência, com toda a história e a nossa origem de mulheres enquanto deusas sagradas. Quero experimentar, mais plantas medicinais e ir fundo no meu ser. Acredito que é uma das mais antigas e credíveis fontes de cura.

Quando, mergulhamos neste mundo holístico, deparamo-nos com uma panóplia extensa de ofertas dos mais variados rituais e conceitos. Todos os dias, descubro uma nova prática ou conceito desconhecido.

Mas por exemplo, se pretender um retiro, com comida saudável, passeios na natureza e alguns rituais ancestrais, demoro horas e encontro de tudo, cursos, workshops, retiros, aulas, iniciações e curas online.

Retiros xamânicos, com medicina ancestral, como Ayahuasca, Rapé, Bufo Alvarius, Kambó, Iboga,etc...

Danças do fogo, rituais celtas, indígenas, tribais, retiros para empoderamento do feminino, do masculino, detox e cura emocional. É fascinante e faria um pouco de todos se puder ser!!

A oferta é enorme,(e acredito que a procura também, pois felizmente, cada vez mais as pessoas estão a despertar) e nem sempre acho fácil encontrar os mais fidedignos e credíveis.

Reforço apenas a importância, de caso se sinta curioso, por experimentar algumas destas práticas xamânicas, que o faça com profissionais e num evento com supervisão e organização bem estruturada.

Temos realmente que fazer um bom trabalho de casa e pesquisa e digo isto por experiência própria, não da minha fiel astróloga que nunca me deixa ficar mal, nem da maioria de iniciações, cursos ou práticas que fiz. Mas já vivi sessões com "terapeutas" digamos de uma forma subtil, sem qualquer conexão a essência da coisa.

Tirei à pouco tempo, um curso de Ho'oponopono (Estou nos 21 que se acredita, ser o tempo médio necessário, para se adotar uma nova rotina), e faz todo o sentido para mim, esta filosofia ancestral havaiana, que tem como base o seguinte mantra; "Eu sinto muito, perdoa-me, amo-te, sou grata".

É sobretudo, destinado à limpeza de memórias, libertar do passado e assumir 100% de responsabilidade por tudo aquilo que acontece na minha vida.

Logo logo, volto com a continuação do meu roteiro espiritual, uma viagem pelas religiões e o que nos move. Locais, práticas e retiros que todos deveríamos fazer, pelo menos uma vez na vida.



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